Nada barra um começo de namoro. Por todo esse processo, desde aquela paquera inicial, passando pelo encantamento da primeira convivência, até o primeiro mês de namoro, é que vale a pena quebrar a cara e até sofrer com os finais tristes dos relacionamentos.
Pra mim, sinceramente, poucas coisas na vida são tão boas e valem tanto a pena quanto aquela acelerada no coração, quando se bate o olho em alguém e, mesmo sem nem conhecer a pessoa direito, sente-se algo de diferente.
Aquelas olhadas prolongadas, aquelas esbarradas de mão, falar no ouvido em um lugar que nem é barulhento, falar do próprio gosto, se animar com as afinidades, tudo isso é gostoso de.mais.
E as mentiras??? Ai, que delícia! Todo mundo é a melhor versão de si mesmo. Ninguém é ciumento, todo mundo gosta das mesmas coisas, mesmo que não gostem. Todo mundo é tolerante, paciente, atencioso e educado. Os homens só usam cuecas limpas e adoram as sogras, as mulheres tem cabelo naturalmente liso e adoram as sogras, e todo o visual de cada encontro é casualmente sincronizado. É como se ninguém passasse horas se produzindo para ver o outro. E o melhor de tudo é que isso nem interessa, porque quando bate a paixão, a gente só vê beleza no outro, e o tesão é incontrolável. Cada beijo é interminavelmente bom, cada toque é mais poderoso do que o outro, qualquer pegada de mão, agarrada na cintura, enfim, qualquer toque de paixão é bom de.mais.
Quem não sentiu saudade de alguém depois de 5 minutos separados, quem nunca teve aquele descontrole de tesão e paixão até mesmo em lugares públicos (não tô dizendo que é necessário botar o tesão em prática em lugares públicos), quem nunca categorizou os beijos (beijo gelado, beijo de chocolate, beijo disso e daquilo), quem nunca ficou feliz por simplesmente dormir abraçado a primeira vez, não sabe o que está perdendo. Isso é o melhor da vida.
É uma pena que não há paixão que segure a força do convívio e do excesso de intimidade. É até possível fazer durar mais a paixão num namoro, porque esse convívio pode ser mais controlado. Quando se mora junto, normalmente, não tem jeito. Mas aí, o legal é olhar para a pessoa e lembrar que ela, querendo ou não, é a mesma pessoa que te encantou, que te deu bilhetinhos, que fingiu que gostava da mesma banda. É a mesma pessoa pra quem você disse que não era ciumenta, pra quem você queria estar sempre linda. Você vê que, mesmo depois das brigas, da falta de grana, do excesso de convívio, das dores de barriga, da sogra, dos choros, das intimidades forçadas e até do desencanto que rola depois de certo tempo, aquela ainda é a pessoa que te faz rir, que faz um jantar de surpresa, que sabe que você ama Sex and the city, que sabe que você ama escrever, e você sabe que aquela é a pessoa que ama cozinhar e é a pessoa que ainda está disposta a acordar todos os dias do seu lado, infinitamente, enquanto durar.
Relacionamento; Saude Feminina;Dança do Ventre: e muitas outras coisas que interessam a nós mulheres...
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
FIM DE NAMORO
Em um texto dedicado a uma amiga muito querida, falei de como meu desejo de possuir uma frieza natural, um ar completamente blasé, refletia apenas um outro desejo: o de nunca sofrer.
Falei também de como, principalmente no que diz respeito a relacionamentos amorosos, a vontade de não se ter expectativas a respeito do outro é muito grande. Sem expectativas, não há decepção. Sem envolvimento, não há perda. Mas nós sabemos que isso é impossível. E todo mundo sabe que para se ter o bom da vida, é necessário agüentar também aquilo de ruim que vem dela, e blá, blá, blá.
O maior problema com relação ao fim de um namoro é que a gente pode até saber das coisas, mas a gente não consegue senti-las. Não conseguimos sentir que tudo passa. Não conseguimos enxergar a possibilidade de outro amor no futuro. A dor parece não ter fim. A vontade de chorar aparece em horas impróprias e inesperadas. Não há pote de sorvete no mundo que apazigúe essa dor tão intensa e subjetiva. Mas ajuda, né?
É engraçado ver como cada um procura estabelecer comportamentos-padrões para seguir após o término. Uma espécie de “regras da separação”. Já vi gente que queimou fotos, já vi gente que passou mais de um mês isolado em casa. Hoje em dia, no mundo muderno, já vi gente cometer orkuticídio, colocar letra de música depressiva no fotolog e apresentar comportamento sexual oposto do seu (se era hetero, ficou com pessoas do mesmo sexo e se era gay ficou com pessoas do sexo oposto).
É. Terminar é complicado mesmo. E para mulheres, então? Não conheço UMA que não passou o mês seguinte analisando cada detalhe da relação, se perguntando o tempo todo “será que eu tentei o suficiente?”, “será que eu exagerei?”, será que ele nunca me amou?”, “será que ele me quer de volta?”,“será que eu não devia ter terminado?”. A obsessão amorosa parece mesmo genética nas mulheres.
Eu nunca pensei em criar regrinhas para um término. Mas pensando a respeito, cheguei à seguinte conclusão:
AS REGRAS DO TÉRMINO
1. esconda as fotos dele e de vocês juntos e felizes, mas não as destrua. Depois que tudo passa e você desapaixona, é um arrependimento só. Afinal, as pessoas, quando entram na nossa vida, passam a fazer parte de toda a nossa história;
2. cerque-se de atividades e inove. Volte a ter contato com amigas que não vê há tempos e vá sempre pra lugares aonde nunca ou raramente foi. Explore sua própria cidade, como se fosse turista. Pode até paquerar na noite fingindo que é turista mesmo. Invente um sotaque, exorcize;
3. afaste-se de filmes românticos hollywoodianos. Ninguém vive feliz para sempre. Só vão te fazer mal. Aposte nos extremos: comédias hilárias para se distrair ou dramalhões absurdos, para chorar com outra justificativa que não seja o fim do namoro;
4. NADA DE BISBILHOTAR NO ORKUT;
5. comece a namorar com você mesma. Se dê os presentes que você queria que ele soubesse que você queria, mas não tinha sensibilidade pra adivinhar que você queria (mulheres são complicadas mesmo, hein?). Vá ao salão, compre um vestido, passe batom carregado de gloss. Você não tem que ficar beijando ninguém mesmo. Mas nada de cortar o cabelo curtíssimo num impulso. Se ficar ruim, você vai se sentir pior;
6. se você é daquelas que realmente não consegue tirar a cabeça do término, apele: faça serviço voluntário numa creche, visite um parente falecido no cemitério, faça qualquer coisa que te mostre como um fim de namoro é, na verdade, algo pequeninho na dinâmica da vida e do mundo;
7. tente se convencer, todo dia, um pouquinho, que o fim de um namoro nada mais é do que a oportunidade de se começar outro. Se um amor foi embora, é porque há um outro ansioso para te conhecer. Olhos abertos. E se precisar, pode ficar lembrando de todos os defeitos dele. É um ótimo jeito de ver que não estamos perdendo grande coisa;
8. permita-se desabar, e, para isso, tenha sempre números emergenciais das amigas mais íntimas e disponíveis. Às vezes chorar num ombro tem mesmo efeito mais benéfico do que chorar só no próprio travesseiro. Permita-se sofrer. Quando você finge que está bem, acaba passando um ano muito mal;
9. exercite sua gratidão. Lembre-se que se apaixonar não é fácil e nem tão comum quanto pensamos. Quem amou de verdade, deve ficar muito feliz de não se descobrir incapaz de se entregar para alguém de corpo e alma. Isso é raro, é um presente;
10. espere. Se dê tempo. Ele age de forma surpreendente. Por isso, leve o tempo que precisar, contanto que não esteja se acomodando na depressão. É o clichê do século, mas é verdade: o tempo cura todas as feridas. E lembre-se sempre “tudo passa, até uva passa”.
Falei também de como, principalmente no que diz respeito a relacionamentos amorosos, a vontade de não se ter expectativas a respeito do outro é muito grande. Sem expectativas, não há decepção. Sem envolvimento, não há perda. Mas nós sabemos que isso é impossível. E todo mundo sabe que para se ter o bom da vida, é necessário agüentar também aquilo de ruim que vem dela, e blá, blá, blá.
O maior problema com relação ao fim de um namoro é que a gente pode até saber das coisas, mas a gente não consegue senti-las. Não conseguimos sentir que tudo passa. Não conseguimos enxergar a possibilidade de outro amor no futuro. A dor parece não ter fim. A vontade de chorar aparece em horas impróprias e inesperadas. Não há pote de sorvete no mundo que apazigúe essa dor tão intensa e subjetiva. Mas ajuda, né?
É engraçado ver como cada um procura estabelecer comportamentos-padrões para seguir após o término. Uma espécie de “regras da separação”. Já vi gente que queimou fotos, já vi gente que passou mais de um mês isolado em casa. Hoje em dia, no mundo muderno, já vi gente cometer orkuticídio, colocar letra de música depressiva no fotolog e apresentar comportamento sexual oposto do seu (se era hetero, ficou com pessoas do mesmo sexo e se era gay ficou com pessoas do sexo oposto).
É. Terminar é complicado mesmo. E para mulheres, então? Não conheço UMA que não passou o mês seguinte analisando cada detalhe da relação, se perguntando o tempo todo “será que eu tentei o suficiente?”, “será que eu exagerei?”, será que ele nunca me amou?”, “será que ele me quer de volta?”,“será que eu não devia ter terminado?”. A obsessão amorosa parece mesmo genética nas mulheres.
Eu nunca pensei em criar regrinhas para um término. Mas pensando a respeito, cheguei à seguinte conclusão:
AS REGRAS DO TÉRMINO
1. esconda as fotos dele e de vocês juntos e felizes, mas não as destrua. Depois que tudo passa e você desapaixona, é um arrependimento só. Afinal, as pessoas, quando entram na nossa vida, passam a fazer parte de toda a nossa história;
2. cerque-se de atividades e inove. Volte a ter contato com amigas que não vê há tempos e vá sempre pra lugares aonde nunca ou raramente foi. Explore sua própria cidade, como se fosse turista. Pode até paquerar na noite fingindo que é turista mesmo. Invente um sotaque, exorcize;
3. afaste-se de filmes românticos hollywoodianos. Ninguém vive feliz para sempre. Só vão te fazer mal. Aposte nos extremos: comédias hilárias para se distrair ou dramalhões absurdos, para chorar com outra justificativa que não seja o fim do namoro;
4. NADA DE BISBILHOTAR NO ORKUT;
5. comece a namorar com você mesma. Se dê os presentes que você queria que ele soubesse que você queria, mas não tinha sensibilidade pra adivinhar que você queria (mulheres são complicadas mesmo, hein?). Vá ao salão, compre um vestido, passe batom carregado de gloss. Você não tem que ficar beijando ninguém mesmo. Mas nada de cortar o cabelo curtíssimo num impulso. Se ficar ruim, você vai se sentir pior;
6. se você é daquelas que realmente não consegue tirar a cabeça do término, apele: faça serviço voluntário numa creche, visite um parente falecido no cemitério, faça qualquer coisa que te mostre como um fim de namoro é, na verdade, algo pequeninho na dinâmica da vida e do mundo;
7. tente se convencer, todo dia, um pouquinho, que o fim de um namoro nada mais é do que a oportunidade de se começar outro. Se um amor foi embora, é porque há um outro ansioso para te conhecer. Olhos abertos. E se precisar, pode ficar lembrando de todos os defeitos dele. É um ótimo jeito de ver que não estamos perdendo grande coisa;
8. permita-se desabar, e, para isso, tenha sempre números emergenciais das amigas mais íntimas e disponíveis. Às vezes chorar num ombro tem mesmo efeito mais benéfico do que chorar só no próprio travesseiro. Permita-se sofrer. Quando você finge que está bem, acaba passando um ano muito mal;
9. exercite sua gratidão. Lembre-se que se apaixonar não é fácil e nem tão comum quanto pensamos. Quem amou de verdade, deve ficar muito feliz de não se descobrir incapaz de se entregar para alguém de corpo e alma. Isso é raro, é um presente;
10. espere. Se dê tempo. Ele age de forma surpreendente. Por isso, leve o tempo que precisar, contanto que não esteja se acomodando na depressão. É o clichê do século, mas é verdade: o tempo cura todas as feridas. E lembre-se sempre “tudo passa, até uva passa”.
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