quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

A menopausa não deve ser encarada como uma fase ruim, mas de libertação



O que é a menopausa?A menopausa não deve ser encarada como uma fase ruim, mas de libertação. Descubra as alternativas de profissionais da saúde para permitir que as mulheres continuem mais joviais, saudáveis, belas e fiquem ainda mais sábias.

Não se assuste se aquela pessoa que sempre foi um poço de equilíbrio e sabedoria começar a mudar de humor a cada minuto ou se você encontrá-la se abanando de calor em pleno inverno. Ela não está ficando temperamental ou desequilibrada, isso é, até está, mas ela provavelmente pode estar passando por sintomas comuns do climatério, fase de transição que vem antes da menopausa em que o estrogênio produzido pelos ovários vai progressivamente deixando de ser fabricado. Os ovários começam a apresentar crescente irregularidade, até a parada total da ovulação (os folículos amadurecem, mas não se rompem e portanto não liberam óvulos). Antes de procurar um ginecologista e começar o controvertido tratamento de reposição hormonal para tratar uma possível descalcificação dos ossos, secura vaginal e problemas no coração, é preciso conhecer algumas dicas de terapeutas que estão conseguindo diminuir esses e outros desconfortos com práticas alternativas.


Exercício e acupuntura

A vida sedentária é péssima companheira da menopausa, por isso a nutricionista Regina Sarmento recomenda que as mulheres se exercitem. Melhor ainda se esse exercício for ao ar livre, pois o sol ajuda no combate da osteoporose, a descalcificação dos ossos. O ginecologista Nelson Vitiello, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana e autor do livro "500 Perguntas sobre sexo", (Ed. Objetiva, R$ 24,90), diz que exercícios físicos também favorecem a liberação de substâncias cerebrais que aumentam a sensação de bem-estar, como a serotonina, o que aumenta a libido. Uma das questões mais chatas da menopausa. Alguns autores como o próprio Vitiello acreditam que a perda de libido é puramente psicológica, outros, como o médico Alcio Gomes, vêem esse assunto com mais sensibilidade. "Com os anos, ocorre declínio da Energia e da Essência do Yin e do Yang, e muitas vezes essas modificações ocorrem de forma tempestuosa. Nesses casos a diminuição da Yin leva a uma deficiência do Yang e como resultado a falta de aquecimento e umidade nos órgãos sexuais. Além de essas modificações gerarem secura da mucosa vaginal, ela poderá sentir a sensação da pélvis congelada, fria, cansaço, fraqueza nas pernas e nas costas, aumento do volume urinário e necessidade noturna aumentada de micção", explica. Alcio recomenda, genericamente, que a mulher use as derivadas da soja que contém substâncias isoflavonas. "Elas trazem benefício para área dos calores e da secura vaginal". O especialista em Medicina chinesa recomenda o consumo da soja como tofu ou o grão torrado moído no liqüidificador como uma granola, mas avisa: cuidado que engorda. As outras indicações da Medicina chinesa para combater os sintomas da menopausa são a Cimicifuga mais conhecida como Black Cohoch e a erva Angelica Sinensis, considerada na China, a erva da mulher.

Meditação e yoga

A meditação também é uma dica excelente para restabelecer o equilíbrio. A instrutora de meditação transcendental, Adriana Maranhão, diz que vinte minutos de meditação dão um descanso mais profundo do que seis a oito horas de sono e podem eliminar os sintomas comuns da menopausa como irritação e depressão. Outra boa dica é a yoga. Em seu estúdio na Zona Sul do Rio de Janeiro, a professora de yoga, Anne Marie Bruno, 63 anos, tem um turma especial para mulheres que estão entrando na menopausa. "Criei o grupo pelo fato de já ter passado pela fase da menopausa - tenho 63 anos e de ter várias alunas nesta fase difícil para a mulher. Comecei a me interessar pelo assunto e fiz um curso específico da técnica de yogaterapia hormonal para a menopausa, criado pela professora Dinah Rodrigues. As aulas são dinâmica em energia e respiração intensa, mas não tem o ritmo puxado da Power Yoga. As posições são as mesmas do Hatha Yoga, porém acompanhadas de respirações especificas - pranayamas-, de contrações - bandhas -, de visualizações e direcionamentos de energia. A intenção é que os movimentos de cada postura atuem no corpo físico e no energético. A yoga, segundo a professora, pode amenizar e até reverter a secura vaginal, insônia, problemas emocionais ou perda de memória. "Alguns benefícios aparecem logo nos primeiros meses, dependendo da continuidade da prática. Os de ordem emocional são notados logo nas primeiras semanas", garante Anne Marie. Um mínimo de flexibilidade é o pré-requisito para freqüentar as aulas. Alunas que não pratiquem nenhum tipo de exercício ou estão acima do peso devem freqüentar aulas normais de yoga antes.

Fitoterapia

Quem não se lembra dos chazinhos que a vovó oferecia? Pois eles fazem um tremendo efeito. As ervas auxiliam muito as mulheres nessa nova fase. A etnobotânica Vera Fróes, presidente do Instituto de estudos da Cultura Amazônica – IECAM, recomenda chás de sálvia (planta seca ou fresca ) e de folha de amora. O chá de sálvia deve ser bebido por três meses, três vezes ao dia e depois deve haver um descanso de seis meses para reiniciar a operação. Cápsulas são uma boa opção para quem não gosta de chá e infusões. O laboratório Herbarium indica vários comprimidos feitos à base de plantas: Hipérico - um antidepressivo natural - , Vitex agnus castus – antidepressivo que diminuí a dor nos mamilos e aumenta o libido - e Prímoris – que auxilia no controle da irritabilidade, depressão e insônia, amenizando, também, as crises de calor. Os suplementos alimentares como vitamina E, ginseng, magnésio e óleo de prímula, aliados a exercícios da musculatura pélvica e lubrificantes à base de água, são fantásticos para combater a temida secura vaginal. Já os comprimidos de IsoSoy são uma nova terapia natural de reposição hormonal e não apresentam os efeitos colaterais, como o aparecimento do câncer de mama e do endométrio, da reposição feita a base de hormônios sintéticos.

Alimentação

Para a nutricionista Regina Sarmento, o lado emocional é mais forte que o físico nessa fase da vida e, para aliviar o desconforto, as mulheres devem fazer uma dieta balanceada. Na próxima compra de supermercado, deve-se incluir itens como frutas cítricas que possuem propriedades anti-oxidantes (laranja, tangerina, maracujá e limão), melancia, maçã, pêra, melão, inhame(deve substituir a batata inglesa porque é uma raiz que purifica), aipo, pepino e salsa (em forma de suco ou como tempero na comida). O missô - pasta de soja salgada utilizada como tempero - e o tofu - queijo da soja - facilmente encontrados em lojas de produtos naturais, devem ser consumidos com freqüência. Peixes como sardinha, tainha, salmão e pescada também devem ser incluídos pois possuem Ômega 3, um ácido graxo que reduz o colesterol. E, atenção, chegou a parte mais gostosa da dieta, a nutricionista receita um cálice de vinho tinto por dia. "O vinho reduz radicais livres e ajuda a baixar a pressão arterial. Além de ser muito agradável, faz bem para o corpo e para a alma", sugere. Regina recomenda também a redução das carnes vermelhas, do excesso de doces, do consumo de alimentos calóricos, picantes (temperados com curry, gengibre, pimenta e canela), café, guaraná em pó, refrigerantes e mate. A forma de cozimento também influencia nos efeitos da menopausa. Assar ou cozinhar na panela de pressão e bebidas quentes retêm calor e fazem com que a sensação de calores seja mais forte. Para melhor digestão, Regina aconselha ainda comer os alimentos levemente cozidos. No livro "Alimentos, o melhor remédio para a boa saúde", (Ed. Campus, R$72,00), Jean Casper recomenda o consumo de linhaça, proteína de soja, soja texturizada, tofu e leite de soja. Já até foi comprovado que as asiáticas, cuja dieta contém alto teor de soja, sofrem menos com os sintomas da menopausa. O livro recomenda bourbon, cerveja e vinho. O autor diz também que o inhame repõe o estrogênio e previne a osteoporose e o ressecamento vaginal. A nutricionista inglesa Maryon Stewart, em seu livro "Vença a Menopausa sem Terapia de Reposição Hormonal", (Ed. Paulinas, R$ 26,50), verificou que muitos desses sintomas podem ser amenizados com uma mudança na dieta e no estilo de vida. A dieta específica inclui ainda alimentos ricos em cálcio, frutas, legumes e a substituição da carne vermelha por carne branca. Açúcar, cigarros, café e chás que contêm cafeína devem ser abolidos, porque aumentam a perda de cálcio dos ossos.


Depois de ler tantas dicas, chegou a hora de "mudar de ares". Uma grande pedida é uma excursão organizada pela agência de turismo americana Menopausa Tours. A companhia é especializada em turismo para mulheres dinâmicas que estão no melhor período da vida. São oferecidas hospedagens em confortáveis propriedades históricas, transporte terrestre e pacotes com atividades para grupos. O mais importante dessa fase é lembrar que climatério, menopausa e pós-menopausa não são doenças ou sinais de envelhecimento, são etapas da vida de uma mulher e significam vivência, amadurecimento e realização como ser humano. É um momento de pausa para pensar, viver e crescer como mulher, é a fase da Coerência, segundo a Medicina milenar chinesa


Por Claudia Altschüller • 26/03/2001 

“Se você pudesse  examinar seu alimento com um microscópio, não o comeria. Os germes estão fazendo uma festa ali, e você os está engolindo inteiros. A água que você bebe está repleta de tais organismos” .
Paramahansa Yogananda (1893-1952)

Resultado de imagem para Saiba mais sobre a disbiose e a depressão
        Um adulto pode possuir até 50 trilhões de microorganismos, quase o número de células de um organismo humano. Habitando principalmente no trato digestivo, na proporção de cerca de 10 bilhões por milímetro quadrado no intestino, esse exército é percebido de forma indireta, através da produção de gases (cerca de 1 litro diário – 58% de nitrogênio, 21% de hidrogênio, 9% de dióxido de carbono, 7% de metano, 4% de oxigênio e 1% de amônia e enxofre) soltada à atmosfera durante todo o dia. O perfeito equilíbrio dessa flora, juntamente com uma boa alimentação, é a chave para uma boa saúde física. Um desequilíbrio na relação de bactérias benéficas e toxigênicas pode fazer com que nutrientes sejam mal digeridos e sua toxinas se combinem com peptídeos, formando complexos perigosos (disbiose).
      Vários fatores estão envolvidos na gênese da disbiose. A diminuição da acidez gástrica, que aumenta o afluxo bacteriano intestinal, o uso de antibióticos, que mata a população bacteriana intestinal são alguns dos fatores que causam a disbiose. A constipação gera um crescimento exagerado de bactérias patogênicas no cólon, acarretando a sua entrada no intestino delgado, que por sua vez, desequilibra a secreção dos sucos digestivos (insuficiência pancreática e biliar) e diminui a motilidade intestinal, pois alguns microorganismos diminuem a formação de serotonina intestinal (grande responsável por tal).
       Na disbiose, a cândida (Candida albicans) é o primeiro microorganismo a se manifestar, na forma fermentativa produtora excessiva de gases. Ela pode ocasionar enxaqueca, dor abdominal, depressão, insônia, dificuldade de concentração e aumento da permeabilidade intestinal. Cansaço crônico, tristeza, desânimo, alterações do sono, baixa imunidade, dores musculares e tensão pré-menstrual também estão associados. Além disso, suas toxinas impedem a entrada de vitamina B6 no cérebro, interferindo na síntese de serotonina.
      Os lactobacilos, que produzem todas as vitaminas do complexo B, corrigem a permeabilidade intestinal indiretamente por melhorar a disbiose. A sua presença cria um ambiente propício ao desenvolvimento de outras bactérias e produção de muco, que protege as vilosidades intestinais e podem ser ingeridos, passando incólumes pelo ambiente ácido.
Uma diminuição da acidez gástrica ou das secreções pancreáticas também pode levar à proliferação de bactérias patogênicas, como o Clostridium difficile, que existe normalmente no cólon. Quando em excesso, atinge o delgado e produz uma disbiose séria. Uma toxina inibe a síntese de serotonina, bloqueia a absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), facilita a proliferação de cândida (que piora a depressão) e altera estrutura de sais biliares (provocando cálculos biliares e carcinogênicos).
     Outros fatores podem desencadear o aumento da permeabilidade intestinal: disabsorção. Essa síndrome pode ser causada pelo uso prolongado de antibióticos, antiinflamatórios, anticoncepcionais ou corticóides, que fazem com que as células intestinais percam sua adesividade intercelular, aumentando a capacidade absortiva, inclusive substâncias indesejáveis que não são absorvidas, como os metais pesados, toxinas bacterianas, peptídeos, radicais livres etc. Nessas síndromes, o Clostridium difficile também leva à disbiose, proliferação da cândida, entre outros.
     Os próprios metais pesados, como o mercúrio, chumbo e alumínio, podem danificar a parede intestinal, aumentando a sua permeabilidade. A síndrome disabsortiva também causa a entrada anormal do colesterol da alimentação, interferindo seu equilíbrio (causando hipercolesterolemia e obesidade). Doenças inflamatórias intestinais (Doença de Crohn e retocolite ulcerativa) e auto-imunes (artrite reumatóide, periarterite nodosa) relacionadas com a absorção indevida de antígenos e a formação de imunocomplexos, causam destruição tecidual e aumento da síndrome.
     A absorção indevida de certos peptídeos (resultado da digestão incompleta de proteínas em aminoácidos) também é causa de depressão, ansiedade, avidez por alimentos e até mesmo convulsões. A exorfina, um peptídeo formado a partir da caseína (proteína do leite), tem um efeito semelhante à endorfina, produzindo avidez pelo leite e seus derivados. Fatores que aumentam a permeabilidade intestinal podem fazer com que substâncias indevidas (principalmente os peptídeos) sejam absorvidas e apresentadas como estranhas ao sistema imune, gerando alergia alimentar.
      Olheiras, enxaqueca, convulsões, vertigens, incapacidade de raciocinar com clareza, hipoglicemia reacional (entidade clínica semelhante à ausência – convulsão tipo pequeno mal), geralmente acompanhada de arritmias, agressividade, fadiga, artralgias, distúrbios gastrintestinais e obesidade (devido o aumento da permeabilidade intestinal), podem ser alguns dos sintomas relacionados com a alergia alimentar. A formação excessiva de gases, com sensação de plenitude gástrica (empachamento), em geral, também é um sintoma relacionado, embora a ingestão excessiva de carne gordurosa, laticínios, repolho, brócolis cru, soja, feijão, cenoura crua, cebola, cereais ricos em fibra, pães, massas em geral e frutas como a maçã, banana e melancia também aumentem a produção de gases.
      Os alimentos mais alergênicos, em geral, são os mais consumidos, pelo simples fato de terem mais probabilidade de serem absorvidos indevidamente pela mucosa antes de completamente digeridos, se transformando em corpos estranhos (alergia à proteína ou peptídeo). São exemplos  o leite (caseína, lactalbumina e lactoglobulina) e derivados, o café, o ovo, a soja, o trigo, os frutos do mar e as frutas cítricas. Alimentos hipoalergênicos: arroz, batata, verduras, óleo de canola e  oliva, frutas não cítricas e carne de rã. Pelo menos 20% dos esquizofrênicos possuem anticorpos IgE contra a gliadina (proteína do trigo). É freqüente também a presença de anticorpos contra o ovo, em pacientes depressivos.
      Outra bactéria importante encontrada no trato digestivo é o Helicobacter pilori. Ele é capaz de produzir grande quantidade de radicais livres, que são a causa das úlceras gástricas. Esta doença é vista como a causa do estresse e da ansiedade e não o contrário. Pode estar relacionado, inclusive, com coronariopatias. O H. pilori vive também na boca e reproduz-se em periodontites. Como coadjuvantes no tratamento e prevenção de suas manifestações, antioxidantes como as vitaminas C e    E, e extratos de alho e cebola têm sido eficazes.
      O sangue normalmente tem um pH que varia de 7,35 a 7,40, ou seja, levemente alcalino. Durante a digestão, os alimentos podem dar origem à álcalis ou ácidos e se dividem, pois, em alcalinizantes (frutas e vegetais) e acidificantes(carnes, gorduras, leite, açúcar, álcool e alimentos industrializados, que contêm aditivos químicos. Além disso, as frutas e vegetais contêm elementos importantíssimos para a saúde, como os fitormônios e os fitoquímicos.
Os fitoquímicos agem no organismo humano de inúmeras maneiras. Por exemplo, o ácido oléico, os fenóis, o esqualeno, o triterpeno e as lignanas, presentes no azeite de oliva, são excelentes antioxidantes com atividade antiaterogênica, hipotensora, antineoplásica e imunológica. Já os compostos sulfurados, contidos no alho e na cebola, baixam a pressão arterial, a glicemia e o colesterol, além de agir como antifúngicos e antioxidantes. E também a silimarina, na alcachofra e chicória, que tem ação hepatoprotetora e antioxidante.
      A sabedoria oriental sempre descreveu a associação do intestino com a origem de todas as doenças. Hoje, está comprovado o efeito da alimentação tanto no corpo físico quanto no emocional e mental. A esquizofrenia, a depressão, a hiperatividade, os déficits de aprendizagem infantil e algumas outras doenças mentais, podem ser atenuadas e até curadas utilizando-se de certos nutrientes. O cuidado com o corpo e a mente começa com uma conscientização acerca da importância de uma alimentação equilibrada. O alimento é o remédio para todas as doenças do corpo, mas também pode ser a causa.
      Nosso ritmo de vida nos faz comer apressadamente, em horários irregulares alimentos de qualidade duvidosa, mas cômodos por já estarem prontos (fast-foods). A publicidade contínua nos dita regras de comportamento e de cardápio (para emagrecer, por exemplo) e nos leva a não  escutar o que o nosso corpo “diz”. O modelo alimentar industrializado pobre em nutrientes e rico em substâncias artificiais rompeu com muitos mecanismos importantes da digestão e absorção, gerando doenças.
        A alimentação regular da quase totalidade da população é constituída cerca de 90% de alimentos acidificantes, como churrascos, batata frita, farofa, feijoada, omelete, pizza, biscoitos, cerveja, refrigerante, doces e sorvetes. A composição destes alimentos introduz excesso de proteínas, gorduras (a maior parte saturada, altamente prejudicial) e açúcares, com deficiência de vitaminas, sais minerais e fibras.
      Deixamos de ingerir água, substituindo-a por líquidos artificiais. Até o simples ato de comer, meio de sustentação de qualquer organismo em crescimento, se transformou num mecanismo de compensação de ansiedades e frustrações; buscamos satisfazer nossas carências emocionais na alimentação, mesmo sem estarmos com fome.
Manter uma alimentação saudável exige um esforço rigoroso e prolongado, que só aquele que possui paciência e perseverança consegue obter. A verdade é que nos acostumamos e cedemos ante as facilidades da vida moderna, ingerindo alimentos ricos em corantes, conservantes, adubos químicos, agrotóxicos, adoçantes artificiais, açúcares e gorduras em excesso.
      Somos o que incorporamos ao corpo e a nossa aparência reflete o tipo de dieta que temos. Dessa forma, estamos nos transformando em obesos com diabetes, cálculos renais, problemas circulatórios, arteriosclerose etc. Os excessos alimentares, acompanhado da obesidade decorrente, já são uma preocupação no mundo desenvolvido. A reeducação alimentar nunca esteve tão em voga, com diversas dietas. A preocupação com o peso é tão importante quanto a do envelhecimento, e a ciência atual a vê como a grande causadora ou aceleradora de ambos.
      No check-up é fácil observar o que é eliminado pelo nosso corpo: urina e fezes. A observação da forma, consistência, cor, odor, volume e brilho, que sempre foi um indicativo da saúde do recém-nascido, deixou de ser um hábito do adulto. Resíduos alimentares, a presença de amidos mal digeridos (problemas pancreáticos) ou mesmo gorduras ou sangue nas fezes devem ser sinais de alerta. Um bolo fecal não deve afundar no vaso sanitário e a evacuação deve ser acompanhada de uma sensação de bem estar. Da mesma forma, a urina escura e de odor fétido é sinal, no mínimo, de que a ingestão de água está deficiente.