quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020



Para refletir
Quando os Filhos Crescem

Há um momento, na vida dos pais, em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro.
 É paradoxal. Quando nascem pequenos e frágeis os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.

Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa.

Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais nos finais de semana nem férias compartilhadas em família.

Agora tudo é feito com os amigos.

Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos vôos para além do ninho doméstico.

É o momento em que os pais se perguntam: onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam, em suas batalhas imaginárias contra o mal?

As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria.

Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição.

A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica.

Ontem estavam no banco de trás do automóvel, hoje estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito.

É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.

Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela.

Tempos que não retornam a não ser na figura dos netos que nos compete esperar.

Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas.

Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos, para estar conosco.

Não economizemos abraços, carícias, atenções porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro.
 
A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa.
 A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos.
 No dia-a-dia com os pais eles aprendem que o ser humano e seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios.

Em essência, as crianças aprendem o que vivem. 






 Refletindo aqui...pensando
Sei que vão sair palavras e conselhos estranhos nessas linhas... Mas se existe uma coisa que não é possível entender é como muitos seres humanos perdem tempo glorioso de sua existência tomando conta da vida do outro de modo à embassar a própria vida.
Recentemente tenho observado que muitas pessoas que não tem coragem suficiente para mudar suas vidas pegam carona na vida dos outros, vivendo com a mesma sede de novidades do próprio protagonista da cena.
Temos também o grupo que não alcançando projeção e sucesso nenhum, passa todo o tempo tentando puxar o tapete do outro, seja colega de profissão, familiar ou até o cônjuge (socorro!!! Que palavra é essa), gente que é especialista em tornar a vida profissional do outro um verdadeiro inferno, são fofocas, criticas a pequenos defeitos e o simples olhar já faz você tropeçar...
Problemas a parte família e ex família (onde estão agregados ex para todo lado ex sogra, ex cunhado, ex marido) que quase sempre só funcionavam em retratos... A gente é obrigada a carregar a cangalha de uma vida anterior para o resto da vida, são novas crises de desarmonia dos separados. São pessoas que agora se divertem ou te eliminando das alegrias ou te enchendo de chatices.
Então você decide dedicar-se ao trabalho e começam outras situações incontroláveis; é colega de trabalho chato, é chefe exigente e mal humorado, é diretor que não é muito claro nas decisões principalmente sobre o seu salário e o seu horário.
Eu ainda nem falei na vida sentimental que se resume em: ou você é sozinho ou está sozinho porque francamente quem está com quem; o que nos remete ao meio profissional outra vez, que divertimento danado esse de tentar saber quem ta comendo quem, quem ta de olho em quem, isso é tão grave na vida do ser humano que ele acompanha a vida de famosos que não o conhecem e nem nunca vão conhecê-lo.

Enfim somos uns tolos negligentes, informatizados, informados, intelectualizados e distantes da verdadeira felicidade que por sinal é tão pouco provável nos dias de hoje como um bom conselho.